Como Sobreviver em Tempos Difíceis ? Empreendendo, claro.

Sempre que preciso de uma injeção de ânimo, revejo a entrevista de Ralph Bakshi na San Diego Comic Con de 2008.  Apesar do tópico, as lições valem não só para o profissional, mas para a vida com um todo.

 

Ralph Bakshi foi para animação o que Alan Moore foi para os quadrinhos, no sentido de pensar sua arte de modo a realizar  aquilo que não podeira ser feito em nenhuma outra. Quem leu Watchmen sabe por quê a obra é, de fato, intransponível para cinema, animação, etcs. Da mesma forma,  o peso de The Last Days of Connie Island só poderia caber no universo da animação.

Ralph critica Disney e Warner, nos lembrando que independente do quão legal seja a ideia, há um limite para sua relevância, quando a mesma fórmula é repetida over and over and over again ( mais alguém aí pensou em Simpsons ? ), e que sem relevância,  a obra pode ser insuportavelmente chata, apesar do milhões gastos em produção ( Roliúde, alguém ? ).

E espinafra a todos nós, os criativos, que buscamos sensação de segurança em algum emprego, enquanto poderíamos, no mínimo, ser donos de nós mesmos.

Vale apontar, contudo, que essa última é menos verdade hoje do que quando o  vídeo saiu, em 2011.  A mentalidade empreendedora ( que é, no fundo, ao que Ralph se refere, antes da parada virar moda ) parece realmente estar  se espalhando mundo afora e no Brasil, inclusive. Exageros e pregações à parte ( mais alguém aí pensou na Bel Pesce ? ) é um tipo de pensar que empodera as pessoas, livrando-as de crer que a solução de seus problemas estejam alhures, ou no outro, ou no governo, etcs.

Esse tipo de sinceridade faz falta em nosso tempo. Obrigado, Ralph.

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