A Arte da Pixar ou; o Poder da Cor

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O pintor francês Claude Monet dizia que a cor era sua obssessão, prazer e tormento. Fácil de acreditar,  pois o cara criou o impressionismo.

O Claude era esperto. Percebeu o quanto uma cor, e sua relação com a cor vizinha, era uma ótima ferramenta para expressar uma variedade de sentimentos e emoções. Suas cores diziam tanto que seus quadros tinham história ( ainda têm) .

E quanto ao oposto ? Partir de uma história e fazer das cores o principal elemento de sua contação ? Muitos o fizeram, modernidade afora, em artes variadas. Porém, em animação,  nenhum estúdio havia mapeado luz e cor de forma tão consistente em relacão a história e personagem antes da PIXAR.

Claro que houve elementos emprestados daqui e ali, dos estúdios Disney e de outros mais. Contudo foi a PIXAR que transformou a prática em moda. Cunhou um termo, inclusive, para se referir os quadrinhos de cor que indicam a atmosfera, do mesmo jeito que o storyboard indica o enquadramento: Coloscript.

Assim, era uma questão de tempo até lançarem um livro só sobre  os estudos de cor dos filmes. Lançaram. Ano passado, é verdade. Me atrasei. Agora me redimo. Segue a resenha, antes tarde do que mas tarde:

The Art of Pixar é impresso em 28cm x2 3,5cm e conta com  317 páginas.s. Inclui os estudos de cor de Toy Story, Vida de inseto, Toy Story 2, Montros S/A., Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros, Ratatouille, Wall.e, Up, Toy Story 3 e Carros 2. Mais uma renca dos vários curtas produzidos pelo estúdio. Uma complilação de harmonia de cores para Claude Monet nenhum botar defeito.

Os estudos passam por diversos materiais: pastel, acrílico, aquarela, colagem e digital, que aliás abre parênteses, é meu estilo preferido hoje em dia, muito graças ao trabalho do mestre Lou Romano, fecha parênteses.

Alguns dos Colorscripts que o mestre Romano fez para os Incríveis. No livro só tem fera, mas quando estou vendo vendo o trabalhos desse cara, não tenho vontade de ver mais nada.

O livro é dividido em duas partes: Colorscripts e “os mundos“. A primeira foca nos personagens e situações específicas do roteiro . O segunda compila, em maioria, estudo de cenários. Ambas as partes seguem fiéis ao tema proposto: a cor como elemento central da narrativa.

Cor  suficiente para apaziguar o tormento de Claude Monet, ainda que momentaneamente.

O livro quase  não tem palavras. Salvo as introduções de Amid Amidi ( autor, historiador e consultor de quase tudo relacionado a animação ) e do papa John Lasseter, o livro é um monumento ao poder da cor e do que esta  é capaz, quando aliada a uma boa história.

Queria muito ver a cara do Claude lendo esse livro.  Acho que ele ia pirar.

Por hoje é só Pessoal.

Ps. Segue uma galeria com mais imagens do livro.

 

 

 

 

 

 

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