Os 5 Melhores Desenhos de Corrida

Em desenho animado, quanto mais maluco o conceito, melhor. Por isso, colocar um monte de gente disputando um título qualquer, em veículos de aerodinâmica duvidosa, costuma render bons resultados. Eis uma lista desse intrépidos corredores malucos e suas máquinas dementes:

1. Corrida Maluca

Tudo começou com aquele bando de gente insana cruzando o país, disputando o título de corredor mais gardenal. Na verdade, tudo começou antes. O desenho era baseado no conceito de um filme habitué da Sessão da Tarde: Esses Intrépidos Homens e Seus calhambeques Maravilhosos, que era, por sua vez, sequência de outro filme: Esses Magníficos Homens e Suas Máquina Voadoras.

Corrida Maluca fez tanto sucesso que gerou dois spin offs; no mais conhecido, Dick Vigarista e seus comparsas perseguiam um pombo em aviões estapafúrdios. Claramente baseado em Esses Magníficos Homens… Ou seja, o desenho inverteu a sequência dos filmes. Coisa de louco.

Um se baseou no outro que se baseou no um antes do outro. Não.Peraí…

O outro desenho saído do sucesso de Corrida Maluca era Os Apuros de Penélope, onde a nossa heroína era perseguida pelo seu tutor malidéia, e defendida pela Quadrilha de Morte. História mal contada, uma vez que esses caras costumavam ser bandidos da pesada na série original. Xápralá. Essa série foi baseada em uma série de cinema dos anos 20, Os Apuros de Pauline.

O sistema da pontuação da corrida era um mistério completo, o que não nos impedia, quando crianças, amigos e eu, de apostar pirocópteros nos possíveis vencedores. Nunca ninguém soube quem fora o vencedor até recentemente, com a internet. Quem mais chegou em primeiro foram os improváveis Irmãos Rocha ( de novo, o Capitão Caverna era outro ). Dick Vigarista, claro, sempre chegou em último. Porque quis, pois seus carro era sem dúvida o mais aerodinâmico. O negócio do cara era causar mesmo.

2. Tom Sem Freio

Eis outro desenho que bebeu na fonte dos filmes de corrida de malucos mundo afora. Aqui, o conceito era elevado à enésima potência da debilidade mental, pois enquanto em todo o resto dos desenhos os participantes eram feras em suas máquinas, Tom era fera em quaisquer outras. Submarino, locomotiva, helicóptero, barco. Tinha motor o Tom corria.

Tom era boa praça. Namorava Maria e zuava a Coroa. Tinha como adversário ferrenho o Barão Auto Mático, a quem como o Dick Vigarista, só interessava vencer pela trapaça. Eram aprecidos, inclusives, os salafrários, pois também tivera o look influenciado pelos vilões dos filmes supracitados. Olha só:

Narigão e bigodinho é tradição entre trapaceiros no geral, em corrida, sobretudo.

Auto ( ou Otto ) Mático tinha um ajudante; Cafaja. Ou Careta , dependendo do humor do dublador. Erros de continuismo à parte, a dublagem era um show, também à parte. Sobretudo o narrador das corridas, que também narrava as aventuras dos outros desenhos do bloco, George das Selvas e o Super Galo ( este um de meus favoritos de todos os tempos ). Só não digo que a parada era Classe A porque não existe esse termo em corridas, como diria o Tom.

3. Os Cometas

Claramente uma paródia de Corrida Maluca, com diferenças. Se valendo de um conceito esdruxulamente simples, várias equipes divididas em duas categorias; os do bem e os do mal, competem pelo título mundial em uma corrida de patins. DE PATINS !!! A abertura pode dar uma ideia da insânia:

O desenho tem o selo de qualidade dos estúdios De Patie Freleng. O mesmo que fez o da Pantera, Inspetor, Cobrinha Azul, etc.

4. A Corrida Espacial do Zé Colméia

Que tal pegar o conceito de uma série que todo mundo ama ( Corrida Maluca ) misturar com personagens já testados positivamente ( Zé Colméia, Dom Pixote e TutuBarão ) e dar um pitada da coqueluche de pop do momento (Star Wars ). Como toque final, que tal um vilão que se pareça com o Raul Seixas e que, como o maluco beleza, leve o conceito de metamorfose ambulante muito, mas muito a sério?

Alguns anos depois, Raul e viria a carimbar passaportes para viajantes espaciais em Plunct Plact Zum. É o que sempre digo: a doidera está no ar.

5. Speed Racer

Finalmente Speed. O deixei por último por ser o único diferente, o único que se pretendia sério. Havia dramas, familiares ou profissionais. Crises de identidade. De ansiedade até . Houve inclusive, episódios não exibidos por serem considerados complexos demais para a gurizada ocidental. Decisão de americano, que inclusive adaptou o nome do desenho preferindo dar ênfase ao piloto e não ao carro, verdadeiro protagonista, como o nome japonês da série, Mach Go Go Go, atesta.

Havia galhofa também, respaldada por Gorducho e Zequinha que insistiam em se esconder no porta malas do Mach 5. Faziam isso em quase todos os episódios e eu fica fulo por Speed ( Go Mifune no original japa ) nunca se dar conta. E agora, em retrospecto, não havia pesagem dos carros?

Speed também corria o mundo inteiro, por cenários impossíveis ( a estrada da montanha que só abre a cada mil anos) e por vezes em companhia de carros absurdos também ( o carro mamute ). O que acontece é que, ao menos em teoria, o Mach 5 nos era possível, pois apresentava explicações tecnológicas e um engenheiro responsável, o Pops. Segua abertura original. Vale uma conferida, pois a música é bem melhor que a versão soft americana.

Speed deu o ar da graça em recente filme dos Wachowski. Não vi e não gostei, mas me parece que erraram a mão, desagradando pais saudosos e não capturando a molecada habituada a Relâmpago McQueen. Uma outra série de desenhos foi feita em 2008 para acompanhar o filme: Speed Racer, the next generation, mas melhor deixar para lá.

Antes disso ainda, em 2006, houve uma série chamada Speed Racer X que pouca gente viu e provavelmente por isso, durou pouco. Essa vale uma conferida. Segue a abertura.

 

E uma menção honrosa a um desenho de corrida cuja corrida não era o principal; Pole Position. Entre uma competição e outra, os irmãos Dan e Tess recebiam ligação do  Tio Arthur  (tão rico que já tinha Skype com câmera antes de exixtir a internet ), que sempre lhes incumbia da solução de algum crime, roubo, mistério. E os dois saiam pilotando seus carros fodões, enquanto trocavam ideia com seus computadores de bordo: Rodão e Wheels. Era massa.

Logo menos tem mais

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