Tony Stark Tira Onda

2030
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Nos anos sessenta, o playboy Tony Satrk dava suas bandolas por aí, tirando onda de cientista espacial. Se dizia lenha pura, captando assim a atenção mesmo dos que normalmente não estavam interessados em suas aventuras. Até que tinha algum charme, verdade, mas aquela armadura sem movimento era de lascar. Também não devia ter estereo, pois os efeitos sonoros tinham que ser descritos visualmente.

Tony voltaria a tirar onda nos 90. Melhor teria sido se tivesse ficado pianinho, descansando em sua indústria. Só porque tinha uma nova tecnologia mó da hora dando mole, achou que se misturasse 3D com 2D tradicional encontraria o sucesso. Até que causou furor entre os jovens que pouco ou nada o conheciam, mas seus antigos admiradores acharam a nova empreitada muito focada em forma, sem qualquer conteúdo.  Então mandaram Tony ir tirar onda de cientista na conchinchina.

E ele foi mesmo. Primeiro, deu uma tirada de onda na França. Tomou um banho de loja com a ajuda do pessoal da Method animation. Insistiu no casamento 2D/3D, que funcionou muito bem. Se deu ainda melhor se valendo do talento infernal que os françeses têm para paletas de cor. As imagens dizem por si mesmas:

Não contente com o bom resultado, resolveu humilhar geral; incrementou sua armadura com tecnologia japonesa, se tornando assim o primeiro cidadão americano a tirar onda em dois países diferentes do além mar ao mesmo tempo.   Sempre soube que o ego de Stark era enorme, mas nunca imaginei que fossem necessários França de Japão, os dois melhores produtores de animação da atualidade para comportarem o dito cujo.

E logo menos Tony Stark estará de novo tirando onda em Roliúde, bolinando a Gwylneth Paltrow. Dessa vez, porém, estará cercado da patota.  Pode ser que o filme preste, mas se for uma bomba total, não ficarei nada surpreso. Contudo,  Tony Stark , dentro ou fora da armadura, costuma fazer valer o ingresso.

Logo menos tem mais

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