Japonês é f#*@. E os Mutantes Agradecem.

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Americanos inventam.  Japoseses melhoram. De carros a videogames a mercado de consumo em massa.

Em menino,  costumava ver personagens de desenhos japoneses passeando por gibis e videogames, badulaques e afins, sem nenhum estardalhaço.  No Japão  era comum explorar o conceito de uma história aos quatro ventos.  Havia Ultraman Taro, Ultraman Leo, Ultra Tiga, Macross,  Macross Plus tal qual lhes devemos Dragon Ball, Dragon Ball Z e sei lá mais quantos.

Na América não era assim. Por um lado, era mais fácil ( ou possível )  seguir a cronologia do que quer que fosse. Por outro,  isso por si só não saciava.  Logo,   ver personagens dos quadrinhos transpostos para a televisão  era um sonho , que às vezes se realizava até,  porém não raro em pesadelo. Foi o caso dos X-men:

A série animada dos anos 90 ajudou a popularizar os personagens. Tinha episódios bem escritos aqui e ali, mas no atacado, era ruim de doer. Sobretudo na animação e no desenho dos personagens.

Agora os americanos estão se apropriando do modelo japonês do mercado de cultura de massa. As editoras de quadrinhos, por exemplo,  não estão mais no ramo de vender histórias. Seu negócio é criar personagens para explorá-los em todas as mídias possíveis. E exploram tal negócio a tal extremo que eventualmente esbarram em estratégias que geram resultados interessantes como esse: um desenho dos X-men feito à japonesa.

Hoje há X-men em quadrinhos, filme, cartoon, mangá e animé. Uma das características do “Transmedia”. Um conceito antigo no Japão e alardeado como novo nos EUA. Alardear é uma das especialidades dos americanos.

Como passaram perrengue os mutantes. Antes  de chegar à maravilha acima, comeram o pão que Mefisto amassou.  Além do também  já supracitado torturante X-Men,  houve  X-men Evolution. Não era bom.  Só menos pior:

Antes ainda, a vida dos mutantes não era menos dura.  Ao contrário da crença popular, os X-Men não começaram a carreira televisiva na famosa série dos anos 90.  Em 1988 houve uma tentativa de piloto chamada Pryde of the X-men (  saiu aqui quadrinizada pela Abril ). Verdade que houve muita força de vontade na animação . Mas a história… cruz credo. E o Wolverine era australiano. AUSTRALIANO!!!???!!

Imagine você de boa, tocando sua vida na humildade, quando de repente, do nada, um mutante cruza o seu caminho. Foi o que me aconteceu numa manhã, enquanto eu via o Xou da Xuxa. Assistia ao infame Amigos do Aranha quando quase tive um infarto  ao dar de de cara com o Fanático . Eram toscos, desenho e  história, mas e daí ? Eram os mutantes. E estavam na TV!!! Mas a imagens abaixo tornam impossível qualquer resgate da empolgação de outrora.

Na época, eu estava certo que essa era a primeira vez que os mutantes apareciam na TV. Quão tolo. Tempos depois viria a descobrir que os caras já haviam dado o ar da graça em um episódio do desenho do nobre submarino Namor, da década de sessenta. Olhe só que belezocas :

Tantas atrocidades cometidas. Tanto sangue mutante derramado. Trinta anos de sofrimento teriam sido poupados se tivessem, logo de cara, jogado os mutantes na mão dos japas. Os caras são f#*@.

 

Logo menos tem mais.

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