Madagascar, mas não aquele. O outro.

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Tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente… eu queria mesmo era ver você falando sobre animação.
E eu: Mas eu já falo…
E ele: Larga mão de ser mané, Lovrico. Sem política, religião, História, essas coisas aí. Só desenho. Ninguém é mais maníaco por desenho do que você.

E nesse tom caminhou minha conversa com o Milhomens, amigo velho. Sempre querido. Sempre queixoso. Os fatos vistos através de seus olhos costumam ser distorcidos de exageros (acha que o grande problema do mundo é o capitalismo), mas costumam ser verdade, em essência (pois o consumismo é mesmo uma praga).

Foi pelo consumismo que entrei na animação, através de séries enlatadas. Só viria a conhecer sua versão pura através dos filmes autorais no Lanterna Mágica da Tv Cultura, no final dos 80. É verdade que, desde que começei a escrever sobre o assunto no Mondo Zuado,  praticamente não falei sobre animação autoral. Afinal, fiquei devoto das séries comerciais que devorei na infância. É como religião: nos pega em idade tão tenra que sucumbimos sem resistência, indefensáveis. E o troço não sai nunca mais.

Não entrarei muito mais no mérito porque apostei com o Milhomens que fundaria um novo blog e falaria só desenhos, sem desvirtuar. Sendo assim, achei de bom grado inaugurar o espaço com Madagascar. Não, não aquele sub produto da Pixar, falo de uma animação que vi no Animamundi do ano passado e não tinha conseguido encontrar na Internet, até agora. Não está no canal oficial do diretor (Bastien Dubois) no Vimeo, então corram, que deve durar pouco.

É uma daquelas coisas que nos vira o cérebro do avesso, sejamos profissionais ou leigos. Aos últimos, pela dúvida sobre como é feito. Aos primeiros, já sabendo as técnicas, pela dedicação sino-carcerária ao trabalho.

O filme papou mais prêmios do que o Come-come papou pílulas. A lista completa se encontra no site do diretor:

http://www.bastiendubois.com/mada/

Ele é francês. Esse povo tem demonstrado uma capacidade sobre-humana para humilhar os outros, quando o assunto é animação.

Logo mais tem mais,

L

Ps. Eu provavelmente vou perder a aposta com o Milhomens; um Johnny Walker Black. Por isso incluí um adendo que prevê que ele só possa bebê-lo comigo junto. Um pequeno truque que aprendi com o Lex Luthor.

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